O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU), promovido pela Vida Imobiliária, é uma iniciativa que reconhece os melhores projetos de reabilitação e requalificação urbana do país. Nesta edição de 2024, entre 80 candidatos, foram premiadas nove intervenções localizadas no Porto, em Lisboa, em Faro, no Funchal e em Ponta Delgada, numa cerimónia que decorreu no dia 15 de maio, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos.
Qual foi o maior desafio que a LIFTECH enfrentou durante a construção e instalação do Funicular da Graça?
Eng. Rui Pinheiro (RP) – A obra foi, desde logo, um desafio ao nível do projeto. O perfil apresenta curvas horizontais e verticais, o que aumenta as exigências ao nível da solução técnica a implementar. Por outro lado, tratando-se de uma obra implantada em pleno centro histórico de Lisboa, os constrangimentos de espaço eram grandes, o que obrigou ao desenvolvimento de soluções especiais para a maquinaria de todo o sistema. Finalmente, todo o entorno da obra trazia, também, grandes constrangimentos para a instalação, nomeadamente no que diz respeito ao transporte da maquinaria para obra, da movimentação dos equipamentos e da respetiva montagem.
Como é que este projeto se destaca em termos de inovação e tecnologia, em comparação com outros projetos de mobilidade urbana realizados pela LIFTECH?
RP – Todos os projetos de mobilidade acabam por ter um grande grau de customização para os adaptar à utilização pretendida e ao entorno em que se enquadram, e este não é exceção. Este destaca-se por ser de facto uma solução implementada num local com grandes constrangimentos de espaço, mas também é um projeto que se destaca pela arquitetura geral da obra e pelo design da cabina, que ficou muito bem conseguido e muito bem enquadrado, conseguindo uma simbiose entre aquilo que é um equipamento moderno e o apelo à memória dos carros elétricos de Lisboa.
Qual é o impacto do Funicular da Graça na comunidade local e como contribui para a mobilidade urbana em Lisboa?
RP – O funicular destaca-se por ser um equipamento que veio dar mobilidade a uma zona muito importante da cidade. Durante a obra foram frequentes os relatos dos moradores (sobretudo os mais idosos) que já não se deslocavam ao miradouro da Graça por dificuldade em subir a escada de caracol que lhe dá acesso. Portanto, mobilidade é sem dúvida um objetivo conseguido com este projeto, muito pensado em servir os moradores. Por outro lado, este equipamento, precisamente por potenciar o acesso a um dos miradouros ex-libris da cidade, vai ser um elemento dinamizador do turismo, com o consequente benefício para todo o comércio local.
O que significa para a LIFTECH que um projeto seu receba o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, e quais são os planos futuros da empresa para projetos semelhantes?
RP – É uma satisfação enorme, é o reconhecimento de um trabalho que não foi fácil, mas cujo resultado nos enche de orgulho. É a satisfação de através daquilo que é a nossa atividade económica, deixarmos a nossa marca naquilo que são as nossas cidades e o nosso país, servindo os seus habitantes.
Para o futuro, ambicionamos continuar a executar projetos semelhantes, sejam com soluções técnicas semelhantes à do Funicular sejam com outras soluções que temos implementado (escadas rolantes, elevadores, elevadores inclinados, etc.). A mobilidade e a descarbonização estão na ordem do dia, a morfologia das nossas cidades é por vezes exigente, pelo que a procura por estas soluções é cada vez maior, e a LIFTECH foi desenvolvendo ao longo dos anos a capacidade de apresentar uma vasta gama de soluções que dão resposta a essa mesma procura.
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